quinta-feira, 17 de maio de 2007

Vamos continuar discutindo....
Aguardo os comentários de todos.
Ressuscitação hídrica
As diretrizes de SSC originais estipulam que a ressuscitação de fluido deveria começar tão logo a condição é reconhecida (especialmente em choque séptico) e deveria consistir em aproximadamente 20 cc/kg de cristalóide isotônico, seguidos por bolus de até 1000 mL de cristalóide ou 500 mL de solução de colóide dados em 30 minutos para alcançar ressuscitação adequada. Os objetivos gerais da ressuscitação são uma pressão venosa central de 8-12 mm Hg, uma pressão arterial média (PAM) de pelo menos 65 mm Hg, débito urinário de pelo menos 0.5 cc/kg/h e uma SvO2 = 70%. Estas recomendações são baseadas, em parte, nos resultados do estudo de terapia dirigida por metas administrados no Henry Ford Hospital que mostra que a ressuscitação precoce de pacientes em choque séptico para metas dirigidas reduziram a severidade da doença e melhoraram a sobrevivida. Naquele estudo, cristalóides e colóides eram usados, e depois disto, o estudo Albumina X Salina (SAFE) foi completado.
O estudo SAFE randomizou 7000 pacientes criticamente doentes que necessitam ressuscitação fluida para receber cristalóide isotônico (salina normal) ou colóide (4% albumina). No geral, o estudo não achou nenhuma diferença na taxa de mortalidade ou no desenvolvimento de falência orgânica (risco relativo [RR] com colóides, 0.99; 95% intervalo de confiança [CI], 0.99-1.09; P = .87). Porém, o subgrupo de pacientes com choque séptico teve um RR de morte de 0.87 (95% CI, 0.74-1.02; P = .09) quando usado albumina. Portanto ao que parece a ressuscitação de fluido com cristalóides ou colóides são igualmente efetivos com respeito à mortalidade, embora pequenas diferenças possam existir para choque séptico, o que requer estudo adicional. Com base nestes resultados, é improvável que as recomendações de ressuscitação fluidas no choque séptico mudarão nas diretrizes de SSC.